Ressonância da má-sorte
Semana passada tava numa maré de azar que nem quero falar... mas gostaria de contar o dia em que este momento espontâneo encerrou-se: o dia em que Luiz quebrou a máquina que faz tomografia. É meu caro, vai ver que minha cabeça tá ruim mesmo!
Fui no hospital fazer uns exames que minha médica pediu: ressonância magnética e tomografia computadorizada. Beleza: fui, fiquei de cueca, vesti uma roupa de doido lá e fiquei esperando me chamarem. OK, deitei na máquina de tomografia computadorizada (ou seria de ressonância? Enfim...), me cobriram, fecharam uma grade de plástico na minha cara e me botaram lá dentro do túnel. Pediram para eu não me mexer e que tudo ficaria bem. E estava lá, esperando, esperando... dentro da máquina só escutava uns cochichos, e a máquina pareceu que funcionou um momento mas aí parou. De repente a enfermeira me tira dentro do túnel e diz: "Luiz, tivemos um probleminha e... er... aguarde só um pouquinho que já volto!". Muito bom, e lá fiquei, imbolizado, com uma grade na cara alá Silêncio dos Inocentes, olhando pro teto. Neste tempo fiquei pensando: o que será que aconteceu né? Beleza, a enfermeira chega com o médico e diz: "Aqui Luiz, a máquina deu um problema e acho que você vai ter que esperar mais um pouco e... bom, vou deixar pro médico explicar mais tecnicamente...". Neste meio tempo eu pensei: "Ih, a enfermeira tá estranha... pronto, o médico vai explicar agora que houve um rompimento da barra de plutônio ou sei lá, e que tô fudido de vez.". Mas nada, só teve um probleminha no sistema de refrigeração (acho que eles usam esta desculpa para todos né) e pediram que, enquanto isto, fosse fazer o outro exame. Fiz o outro exame e fiquei esperando a máquina ficar pronta.
Entrava e saía um tanto de gente na sala...daí finalmente veio a enfermeira-chefe e disse que eu não poderia fazer o exame lá e que pediram para eu fazer em outro lugar. Ah, tudo bem, fazer o quê né...me vesti novamente e quando eu tava indo embora chegou a mesma enfermeira e disse: "Luiz! Luiz! A máquina tá boa agora, vamo testar?" Eu pensei: "Peraí, testar? Como assim testar?". Daí falei: "Tá bom, vou trocar de roupa então...". Mas aí ela diz: "Precisa não sô, vai assim mesmo...tem nada de metal aí não né?". Vixi, tá de brincadeira... mas aí eu fui né, confiava nos caras, e também tava doido pra terminar aquilo logo.
Tudo ocorreu bem. O resultado? Não sei ao certo mas deu que o meu vaso vascular tá muito perto de um nervo do meu ouvido e que teria que haver uma confirmação clínica disto. É operação? Espero que não. Fica para as cenas dos próximos capítulos...
Fui no hospital fazer uns exames que minha médica pediu: ressonância magnética e tomografia computadorizada. Beleza: fui, fiquei de cueca, vesti uma roupa de doido lá e fiquei esperando me chamarem. OK, deitei na máquina de tomografia computadorizada (ou seria de ressonância? Enfim...), me cobriram, fecharam uma grade de plástico na minha cara e me botaram lá dentro do túnel. Pediram para eu não me mexer e que tudo ficaria bem. E estava lá, esperando, esperando... dentro da máquina só escutava uns cochichos, e a máquina pareceu que funcionou um momento mas aí parou. De repente a enfermeira me tira dentro do túnel e diz: "Luiz, tivemos um probleminha e... er... aguarde só um pouquinho que já volto!". Muito bom, e lá fiquei, imbolizado, com uma grade na cara alá Silêncio dos Inocentes, olhando pro teto. Neste tempo fiquei pensando: o que será que aconteceu né? Beleza, a enfermeira chega com o médico e diz: "Aqui Luiz, a máquina deu um problema e acho que você vai ter que esperar mais um pouco e... bom, vou deixar pro médico explicar mais tecnicamente...". Neste meio tempo eu pensei: "Ih, a enfermeira tá estranha... pronto, o médico vai explicar agora que houve um rompimento da barra de plutônio ou sei lá, e que tô fudido de vez.". Mas nada, só teve um probleminha no sistema de refrigeração (acho que eles usam esta desculpa para todos né) e pediram que, enquanto isto, fosse fazer o outro exame. Fiz o outro exame e fiquei esperando a máquina ficar pronta.
Entrava e saía um tanto de gente na sala...daí finalmente veio a enfermeira-chefe e disse que eu não poderia fazer o exame lá e que pediram para eu fazer em outro lugar. Ah, tudo bem, fazer o quê né...me vesti novamente e quando eu tava indo embora chegou a mesma enfermeira e disse: "Luiz! Luiz! A máquina tá boa agora, vamo testar?" Eu pensei: "Peraí, testar? Como assim testar?". Daí falei: "Tá bom, vou trocar de roupa então...". Mas aí ela diz: "Precisa não sô, vai assim mesmo...tem nada de metal aí não né?". Vixi, tá de brincadeira... mas aí eu fui né, confiava nos caras, e também tava doido pra terminar aquilo logo.
Tudo ocorreu bem. O resultado? Não sei ao certo mas deu que o meu vaso vascular tá muito perto de um nervo do meu ouvido e que teria que haver uma confirmação clínica disto. É operação? Espero que não. Fica para as cenas dos próximos capítulos...